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CONVICCIONES

Caos, ordem e paz. Alfredo j. Gonçalves - Roma - 19 de Maio de 2015

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Caos, ordem e paz. Alfredo j. Gonçalves - Roma - 19 de Maio de 2015

Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs

Caos é sinônimo de desordem, turbulência, desorientação. Improvisamente, tudo se torna escuro, duvidoso, inquietante e informe.

Tudo parece fora do lugar. O chão como que foge debaixo dos pés. Podem alternar-se extremos doentios de euforia e depressão, como se a existência estivesse pendurada por um fio sobre um abismo sem fundo. A sensação é de não haver saída, nem luz e nem remédio. A desordem externa é ao mesmo tempo causa e efeito da desordem interna. Ambas se entrelaçam.

Em tais momentos, inútil olhar para o próprio umbigo à procura de uma solução. Pouco adianta tentar encontrar em si mesmo um ponto de referência para retomar o caminho perdido. De fato, em meio aos ventos e à tempestade, impossível arriscar um novo rumo, tomar uma decisão em caráter definitivo. As ondas bravias não permitem enxergar o horizonte. A angústia toma conta de todas as fibras do ser. As lágrimas embaçam a visão. Melhor esperar a calmaria para discernir e decidir.

Faz-se necessário sair de si mesmo, olhar para fora, buscar um ponto de apoio sólido a partir do exterior. Um exemplo clássico é o de um barco perdido em meio ao mar revolto. Subitamente a impotência e a insegurança atropelam o bom senso da tripulação. De nada resolve fixar o olhar sobre o timão ou a proa do navio, como se daí surgisse uma solução mágica. Impõe-se a absoluta necessidade de buscar socorro fora do ambiente sacudido pela tormenta – na bússola, no farol, no porto ou nas estrelas.

Somente uma referência fora da embarcação avariada e em apuros – vale dizer fora de si mesmo – pode ajudar a reencontrar o rumo momentaneamente perdido, a retornar a si mesmo. É preciso sair de si para voltar a encontrar-se, ou voltar a encontrar o sentido da própria vida. A fé, fortelecida pela esperança e a caridade, é essa bússola que indica o “norte”, o farol que ilumina as trevas, o porto seguro em terra firme, o céu pontilhado de estrelas. Apesar da noite escura, das águas em tumulto, do deserto estéril, do labirinto da travessia, a fé se faz luz e ajuda a discernir o contorno dos sentimentos e das ideias. Tece os pedaços e fragmentos, os cacos do vaso quebrado, para recriar a obra.

Isso significa que, nas situações-limite da existência humana, tais como morte, doença, separação, amor não correspondido, etc., torna-se necessário olhar a Deus e o próximo para encontrar a identidade pessoal. Olhar o céu para orientar-se nas veredas tortuosas da terra. Olhar para o alto evitando tropeçar nos próprios passos. Sozinho, debruçado e centrado sobre a desventura do presente, o ser humano torna-se míope, cego, paralisado. Com frequência acaba se afogando no veneno que a dor e o sofrimento costumam destilar: medo, raiva, impotência, sensação de fracasso, baixa autoestima...

O olhar de Deus e o serviço ao outro, que nós conhecemos pela entrega total de Jesus aos pobres, doentes e pecadores, aos indefesos, pequenos e necessitados, aos últimos, abandonados e excluídos – como a bússola, o farol, o porto e as estrelas – reorienta o caos aparentemente insanável. O Criador recria a ordem ameaçada. Estabelece a paz e a harmonia, a serenidade e o repouso. O mundo, a existência e o sentido da vida voltam a girar sobre o eixo seguro. Como diria Homero, os dedos da aurora acariciam as coisas e as pessoas, colorindo tudo de encantadores matizes. E o sol se levanta para varrer e superar os últimos vestígios de uma noite trágica e tenebrosa.

Roma, 19 de maio de 2015

 

 

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